Sobre Esplendora
- Tatiana Mareto

- há 4 horas
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Esplendora não é fica no céu nem é uma estrela. É uma cidade real, com pedras, salões, torres e jardins suspensos — e com a política implacável de qualquer sociedade que existe há tempo demais para se lembrar por que começou a brigar.
"O sangue secava depressa nos ladrilhos de Esplendora. Sempre havia sido assim — a guerra era velha demais para que alguém ainda se lembrasse de um tempo sem ela." — A Origem, Prólogo
A cidade e seu povo

Esplendora é habitada principalmente por Anjos, seres de luz com hierarquias pouco claras, poderes específicos e uma burocracia que qualquer mortal reconheceria. No topo dessa estrutura está o Conselho, composto por Anjos Superiores e Bruxos de alto nível. Eles estabelecem as regras, interpretam as Profecias e decidem o destino de quem não teve a chance de ser consultado.
Os Elfos vivem em Vanera, uma terra vizinha que funciona como um condado independente. Têm suas próprias leis e hierarquia, mas participam da vida comum de Esplendora e, quando a situação exige, tomam partido.
Além dos muros da cidade e abaixo de qualquer mapa oficial existe o Mundo Inferior: um espelho sombrio da Terra, habitado por criaturas das trevas, Ogros e demônios. Os poderes dos Anjos são praticamente anulados ali. Os Bruxos, por estarem no limiar entre luz e trevas, ainda operam com capacidade — o que os torna, naquele território, os adversários mais imprevisíveis.
O Conselho e as Profecias
O poder político de Esplendora concentra-se no Conselho, presidido pelo Anjo Onisciente Seraphiel e pela Bruxa Superiora Bell. Seraphiel tem a capacidade de ver e ouvir além dos planos, uma habilidade que se extingue completamente no Mundo Inferior. Bell é mais pragmática na superfície, mas menos óbvia em suas intenções. Ambos desejam expandir seus poderes e controlar outras criaturas que possam ameaçar a paz e a estabilidade da cidade.
As Profecias de Esplendora estão gravadas em Pedras no Quarto da Profecia. São documentos vivos: podem ser reescritas, ignoradas ou manipuladas por quem tem acesso. A Sétima Pedra, em particular, carrega um peso especial na história, e o que está inscrito nela determina o destino de toda uma geração.
Uma guerra que nunca acabou
O conflito central de Esplendora não é entre bem e mal no sentido simples. É entre controle e liberdade, entre a instituição que quer preservar a ordem e os seres que, ao existirem, já representam uma ruptura nessa ordem. Heather Cohen é o ponto onde essa tensão explode, um Anjo híbrido que carrega um poder que ninguém compreende.



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