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Usain Bolt versus Eu, Robô
Estou em duas redes sociais muito similares em aparência e nada parecidas em conteúdo: Twitter (porque me recuso a chamar de x, Elão que lute) e Threads. A primeira é antiga, estou nela desde que tudo era mato e quando a gente falava sozinha e era feliz. A segunda… bem, ela é um delírio do Marquinhos que não sabe lidar com o fato de que não é o único gestor / criador de redes sociais. Curiosamente, apesar das semelhanças, o Threads parece estar anos luz atrás do Twitter em di

Tatiana Mareto
16 de abr.5 min de leitura


Eros, pornografia e violência
Talvez eu tenha me enganado. A newsletter anterior não foi a maior briga literária que eu compraria em qualquer rede. Essa é. Peguem um café porque lá vem história. Foi em 2015 que entrei no doutorado. Costumo dizer que existe a Tatiana aD (antes do doutorado) e dD (depois do doutorado), porque aquele ambiente acadêmico cheio de mentes diferentes, estudos teóricos e filosóficos, realidades e opressões, me permitiu reflexões que nunca antes considerei. E foi lá que uma mulher

Tatiana Mareto
16 de abr.7 min de leitura


E eles viveram felizes...
A internet deu voz a uma legião de imbecis. - Umberto Eco Eu entendo o Eco, entendo mesmo. As redes sociais, principalmente, potencializaram a voz de quem, antes, só tinha espaço para discursar nos churrascos de família e nas mesas de bares (ou seja, quase ninguém prestava atenção porque já estava todo mundo bêbado). Muita gente adquiriu relevância apenas por estar ali, diante de um algoritmo confuso e por vezes inexplicável, que coloca todo mundo frente a frente sem olhar no

Tatiana Mareto
16 de abr.6 min de leitura


O outro morreu
Esses dias retomei e finalizei a leitura de Agonia do Eros, de Han Byung-chul. Comprei três livros dele quando estive na Bienal do Livro do Rio de Janeiro no ano passado e comecei por esse porque, por algum motivo, senti que dialogava com o que eu faço. Acertei. Faz tempo que debato com “azamigas” sobre questões do mercado literário para tentar compreender aquilo que preciso para fazer meu livro atingir mais pessoas. Já se foi o tempo em que a escritora era uma criatura isola

Tatiana Mareto
16 de abr.3 min de leitura


O nome que damos às coisas
Aviso importante. A newsletter de hoje não está para menos de 18 anos ou para pessoas que sejam sensíveis a discussões sobre sexualidade, incluindo termos de baixo calão ou até mesmo depreciativos. Se você não se sente confortável com debates desse tipo, recomendo pular o texto de hoje e esperar o próximo =) As redes sociais às vezes explodem com um determinado assunto, exatamente como aquele famoso gif que todo mundo conhece: Essa semana eu estive ou muito ocupada ou muito

Tatiana Mareto
16 de abr.7 min de leitura


Eu, Tatiana. Ela, Jane
Estamos no final da temporada olímpica, isso significa que minhas redes sociais transpiram esportes de todos os tipos. Nesse período todo mundo entende tudo de ginástica, skate, judô, natação e surfe, conhece todos os atletas e torce enlouquecidamente para ver a Bandeira Nacional subindo no ponto mais alto do pódio, embalada pela trilha sonora do Hino Nacional. Rebeca Andrade, ginasta brasileira, exibindo sua medalha de ouro no pódio do solo feminino. Divulgação O Globo. Mas,

Tatiana Mareto
16 de abr.5 min de leitura
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