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E eles viveram felizes...
A internet deu voz a uma legião de imbecis. - Umberto Eco Eu entendo o Eco, entendo mesmo. As redes sociais, principalmente, potencializaram a voz de quem, antes, só tinha espaço para discursar nos churrascos de família e nas mesas de bares (ou seja, quase ninguém prestava atenção porque já estava todo mundo bêbado). Muita gente adquiriu relevância apenas por estar ali, diante de um algoritmo confuso e por vezes inexplicável, que coloca todo mundo frente a frente sem olhar no

Tatiana Mareto
16 de abr.6 min de leitura


O outro morreu
Esses dias retomei e finalizei a leitura de Agonia do Eros, de Han Byung-chul. Comprei três livros dele quando estive na Bienal do Livro do Rio de Janeiro no ano passado e comecei por esse porque, por algum motivo, senti que dialogava com o que eu faço. Acertei. Faz tempo que debato com “azamigas” sobre questões do mercado literário para tentar compreender aquilo que preciso para fazer meu livro atingir mais pessoas. Já se foi o tempo em que a escritora era uma criatura isola

Tatiana Mareto
16 de abr.3 min de leitura


O nome que damos às coisas
Aviso importante. A newsletter de hoje não está para menos de 18 anos ou para pessoas que sejam sensíveis a discussões sobre sexualidade, incluindo termos de baixo calão ou até mesmo depreciativos. Se você não se sente confortável com debates desse tipo, recomendo pular o texto de hoje e esperar o próximo =) As redes sociais às vezes explodem com um determinado assunto, exatamente como aquele famoso gif que todo mundo conhece: Essa semana eu estive ou muito ocupada ou muito

Tatiana Mareto
16 de abr.7 min de leitura


Eu, Tatiana. Ela, Jane
Estamos no final da temporada olímpica, isso significa que minhas redes sociais transpiram esportes de todos os tipos. Nesse período todo mundo entende tudo de ginástica, skate, judô, natação e surfe, conhece todos os atletas e torce enlouquecidamente para ver a Bandeira Nacional subindo no ponto mais alto do pódio, embalada pela trilha sonora do Hino Nacional. Rebeca Andrade, ginasta brasileira, exibindo sua medalha de ouro no pódio do solo feminino. Divulgação O Globo. Mas,

Tatiana Mareto
16 de abr.5 min de leitura


O vibrador feminino na era vitoriana
No seu livro Technology of Orgasm, Rachel Maines, pesquisadora especializada em história da tecnologia, afirmou que as mulheres vitorianas recebiam tratamento para "histeria" com o uso de vibradores.

Tatiana Mareto
9 de abr.3 min de leitura


Sem tempo, irmão!
Não é de hoje que discutimos o valor do tempo. Valor intrínseco e extrínseco, valor até mesmo financeiro. Tenho certeza de que, se pudessem, pessoas comprariam um dia de trinta horas como compram pacotes de dados de internet.

Tatiana Mareto
10 de mar.4 min de leitura


(não) Matem o mensageiro!
Eu estava prestes a vir falar aqui sobre inspiração e cópia descarada e de como “nesse mundo, nada se cria, tudo se copia”, mas outra confusão generalizada mais recente atraiu a minha atenção, principalmente porque eu estou finalizando a leitura de Sociedade do Cansaço do Byung Chul.

Tatiana Mareto
20 de nov. de 20258 min de leitura


Quando o amor volta: por que amamos o tropo da segunda chance nos romances
Se tem um trope que sabe brincar com o coração da gente, é a segunda chance. É aquele tipo de história que começa com um final (eles separados, insira emoji dramático aqui) e depois tem a audácia de perguntar: “e se ainda não fosse o fim?” O que é o tropo de segunda chance O romance de segunda chance gira em torno de duas pessoas que já se amaram no passado e que, por algum motivo (drama, orgulho, distância, decisões ruins, o apocalipse emocional da juventude, gente malvada)

Tatiana Mareto
14 de out. de 20253 min de leitura
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